terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma noite sem dormir...

Sempre amei e sempre vou amar essa música.
Porque foi por ela que eu quis dirigir, para que pudesse escutá-la alto tarde da noite correndo por aí.
Porque foi com ela que eu passei os momentos mais delicados e felizes.
Porque ela me aproximou de pessoas.
Porque toda vez que eu ouço eu sinto a mesma coisa.
Aquela coisa de que, mais uma vez, não importa o cenário e as personagens, a trilha sonora sempre encaixa.
E sempre faz sentir mais forte.



With Or Without You (live from Slane)


U2

"See the stone set in your eyes
See the thorn twist in your side
I wait for you
Slight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I'm waiting for you

With or without you
With or without you

Through the storm we reach the shore
You give it all but I want more
And I'm waiting for you

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you

Yeah, you
Yeah, you

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give
You give
And you give yourself away

My hands are tied, my body bruised
You've got me with nothing to win
And nothing left to lose

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give
You give
And you give yourself away

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you

With or without you
With or without you
I can't live
I can't live
I can't live
I can't live
With or without you

Goodnight

Sing my song
It's what I feel
Come and sing, man
This is real
From my soul
Coming and hear
I can feel
My senses, dear

Yeah, we'll shine like stars in the summer night
We'll shine like stars in a real mind
One heart
One heart
One heart
One heart..."

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dance with me...


You think I'd leave your side baby?
You know me better than that
Think I'd leave you down when you're down on your knees?



Um dos episódios mais marcantes de toda a série.

Quando vi pela primeira vez foi como se algo tivesse me tocado, anos atrás.

E de vez em quando, naqueles dias em que o sol brilha e ainda assim você não sente o calor, essa cena vem como um flash e roda ininterrupitamente na minha mente.

Está rodando agora.

É incrível como um dia pode começar incrível e acabar ruim.

Assim como a vida traz oportunidades únicas de um dia ruim se tornar o mais especial da sua vida.

Nesse momento está tudo girando muito rápido e isso me deixa confuso.

Justo eu, que gosto de tudo muito rápido.

Muita coisa para cuidar, trabalho, família, relacionamento, amigos. Dessa vez veio tudo ao mesmo tempo.

Acho que ser adulto é meio que isso. É jogar com todas as bolas em cima de um monociclo.

Alguns vão te ajudar e segurar seu corpo enquanto você se equilibra, outros vão segurar uma dessas bolas para você.

Mas o que realmente importa é quem vai permanecer ao seu lado se você cair.

Hoje é um daqueles dias que, mesmo tendo terapia, não é isso que preciso.

Hoje eu preciso, de fato, de um abraço quieto e sincero até pegar no sono. Sabendo que se eu tiver pesadelos, basta olhar para trás e ver que, na verdade, a realidade é melhor.

Sinto saudade de Li que não fala comigo há muito tempo. Apesar de achar que ela é meio louca às vezes, abraços como esse são especialidade dela.

Manter esse sorrisão dentro da agência é fácil em alguns dias e em outros é um problema. Hoje está sendo especialmente difícil.

Hoje eu preciso de alguém que efetivamente se importe. E isso anda bem difícil de encontrar. O bom é que eu sei que existe.

E assim que eu encontrar eu vou deitar e dormir como um anjo.

Beijão, meus amigos.

---

PS.: Está tudo bem, não deu nenhuma merda.

É só um daqueles dias...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns 1934 - 2010

Quem agora precisa de cuidados são os anjos.



Obrigado! ;-)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010: Time to find Neverland

O dia 31 de dezembro, tão planejado, acabou não acontecendo da forma como deveria. Ao invés de uma grande festa na chácara em minha cidade natal com a presença do meu namorado e dos melhores amigos, em um dado momento, éramos apenas ele e eu sem idéia de onde passar a virada.

Estava muito preocupado. Tinha prometido uma festa da virada, fogos de artifício e muita bebida. A cabeça pesava, a ansiedade dominava o corpo. A fome sumiu. Ele percebia meu estado e me tranqüilizava dizendo que estava tudo bem. Eu, perfeccionista, não dava ouvidos.

O resgate veio, mas veio a cavalo. Um amigo nos chamou para irmos até uma cidadezinha muito pequena cerca de 30 minutos de distância. E esse era o programa que nos restou naquela que estava fadada a ser uma das piores comemorações de virada. Não porque estava odiando tudo, mas sim porque estava preocupado com meu namorado, queria que ele se divertisse como nunca, queria tirar o estigma do reveillon anterior dele, que ele mesmo me disse não ter sido dos melhores.

Acabamos tomando umas doses de vodka, inclusive ele que não bebe. Uma amiga e seu namorado apareceram para estimular a bebedeira. No fim, em cinco, acabamos com a garrafa em questão de minutos. Não era muita coisa, todo mundo bebeu pouco, mas foi o suficiente para levantar o astral e dar coragem para encontrar meu amigo em um posto de conveniência para entrar na rodovia.

Levemente alcoolizados tomamos nosso banho. Ele usou a bata que eu dei de Natal. Estava lindo, eu acertei. No entanto, no ritmo da preparação, ao invés de encontrarmos nosso amigo às 22h30min como combinado, chegamos às 23h40min e mesmo assim seguimos viagem. No carro da frente, meu amigo com três amigas. No carro de trás, eu e ele apenas. O banco traseiro comportando o isopor com a bebida, ele dando as primeiras goladas em uma garrafinha de vodka com limão.

As luzes da cidade foram ficando cada vez mais longe conforme entrávamos cada vez mais fundo na estradinha sinuosa. Em ambos os lados, durante o dia, o cenário é dos mais bonitos. No entanto, naquela noite de céu aberto e lua cheia, restaram apenas as sombras das árvores, as estrelas e pequenos sinais de civilização traduzidos em janelas acesas de pequenas fazendas. A rodovia estava completamente vazia.

O rádio ia narrando os últimos minutos de 2009 com humor enquanto nós dois ríamos de uma piada ou outra. Terminando a primeira garrafa, ele arremessou pela janela e eu ouvi o vidro quebrar. Assustei com aquela demonstração tão inesperada de rebeldia, de emoção, de impulso. Justo ele que, em sete anos que o conheço, estava vivendo o ano mais racional de sua vida. O ano do autocontrole.

Enquanto isso eu procurava focar na rodovia. Ele abriu outra garrafinha. Os minutos iam passando, faltavam dois, faltava um. E assim que a turma no rádio gritou o “Feliz 2010!” seguido de uma música de comemoração, lá ao fundo do vale contornado pela estrada estava uma das minúsculas cidades que faziam passagem até o nosso destino, parecendo morta e abandonada.

No entanto, de repente, uma reação. Vida! O céu limpo e estrelado explodiu em fogos coloridos. A cidade estava mais viva do que nunca.

E de repente todo o mau humor passou, dando lugar para uma emoção incrível exteriorizada por um sorriso largo e olhos cheios de lágrimas. Sem abrir a boca, algo raro em se tratando de mim, observei os vários minutos explodirem no céu preto há uns 10 km de distância. Ele percebeu minha emoção e afagou minha nuca com afeto enquanto eu segurava o volante com força e pensava no ano que passou.

2009 finalmente tinha acabado. O ano que inaugurei com angústia e depressão, que quase fiquei cego, que perdi minha melhor amiga desde a adolescência precoce, Nina, minha cachorra e durante anos a única conhecedora do detalhe mais básico da minha existência, cujos pelos usava quando criança para enxugar lágrimas. 2009 foi o ano em que fiquei cego durante 30 dias, o ano em que fiz três cirurgias por erro médico. 2009, o ano em que implorei para minha terapeuta um caminho, porque não encontrava em mais ninguém ao meu redor. O ano em que não tive aumento, mas trabalhei o dobro. Era o fim daquele ano.

O ano mais importante da minha vida.

As lágrimas não vieram pelo alívio de um ano ruim que ficou para trás. Elas vieram porque, de repente, tudo isso não importava mais. 2009, na verdade, foi o ano em que mais cresci, o ano em que comecei, finalmente, o alicerce daquilo que vai se tornar o eu de um amanhã brilhante. O ano em que fui obrigado, por forças externas, a desacelerar, a enxergar internamente quando o exterior me era apenas uma mancha branca.

E quando a mancha branca sumiu dando lugar às cores vibrantes da primavera que acabara de chegar, uma nova etapa se iniciou. Uma etapa de aumento da minha influência no meu trabalho, onde hoje sou peça fundamental. Um momento em que passei a enxergar meus pais como pessoas e descobri um amor enorme por ambos que tinha esquecido lá nos meus doze anos.

Em 2009 eu fui obrigado, e continuo insistindo nesse movimento, a voltar para uma essência perdida, para algo que para mim um dia foi tão real e quando me dei conta tinha se tornado a Terra do Nunca. 2009 foi o ano em que deixei para trás a coisa mais imbecil que me segurava, me prendia e não me trazia nada em troca: deixei de ser o tão almejado (e contemporâneo) "blasé way of life". Depois de 30 dias cego, quando você volta a ver o rosto dos seus amigos aliviados por você, o carão some. Ele não resiste já que na realidade não faz parte de você.

E assim, como movimento final, comecei a namorar. Falta compreender o significado real desta última tacada de 2009, se é mais um movimento de fechamento de um ciclo ou abertura de um novo, já que este namoro especificamente está sendo cheio de aprendizados. No entanto, confesso que até isso está sendo interessante de compreender. Quando olho para o lado e o vejo do jeito que vi naquela estrada, apenas se divertindo com o momento, dando risada enquanto me olha nos olhos, falando com os amigos de forma bem humorada e depois me contando empolgado o que eles disseram no telefone, tenho certeza de que vale a pena.

E os fogos foram se tornando mais espaçados ao mesmo tempo em que a rodovia deu lugar a uma rua que cortava o centro da cidadezinha. Nosso destino ainda estava uns cinco minutos adiante, mas a quebra repentina de cenário me trouxe de volta para a realidade. Tinha decidido, finalmente, a minha meta para o ano: se em 2009 redescobri o meu valor, em 2010 vou me amar acima de tudo. E fiquei feliz com aquela decisão.

Feliz 2010.

Mike

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Details in the fabric

Corações muito machucados ao longo da vida às vezes precisam de um afago, de um abraço, de um descanso.
Essa música é para você, que como eu, tem um desses no peito.

(Saved message)
Hey, what's up...Uh, I just lost it, at the end of the day I f*cking lost it, i just blew up. my whole entire f*cking apartment building, I told everyone to go f*ck themselves. I just had a hard time today and uh, I don't know...




(New message)
Yo, what's up man? I uh, I don't know I just wanted to say that uh, everything's cool with me now, I mean I just think, I think I'll always be funky, can't stop being funky, but I guess we just deal with it how it comes, deal with the humps, take the jumps, I feel like you're an island of reality in an ocean of diarrhea. And I love you buddy. Ok. Bye.

---

Sinta-se abraçado daí, que eu me sinto daqui.

The universe has its mysteries. It's our obligation and delight to play along. ;-)